Esta começando... 30ª Fearg/13ª Fecis E TURMA esta la...

NOSSA FEIRA, NOSSA TERRA, NOSSA GENTE


A FEARG / FECIS 2008, mais uma vez, contempla a história de sucesso e de amor à vida, às tradições, às etnias dos povos que colonizaram a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul.

Fundada em 1737, Rio Grande serviu de âncora para o desenvolvimento do estado e é conhecida como Cidade Histórica, patrimônio do Rio Grande do Sul e berço da colonização do estado.

Aqui teve início o processo oficial de colonização da Província do Sul, com a fundação do primeiro núcleo de ocupação das terras do extremo meridional. Recebendo assim, a influência de portugueses, espanhóis, africanos, alemães, libaneses, poloneses, franceses, italianos, ingleses, noruegueses e japoneses.

A influência dessa miscigenação está presente na arquitetura, nas manifestações artístico-culturais e também, nos hábitos gastronômicos da cidade.


O EVENTO

A Feira de Artesanato do Rio Grande - FEARG em sua 30ª edição e a Feira de Comércio, Indústria e Serviços – FECIS em sua 13ª edição, tornou-se ao longo dos anos um dos maiores eventos da região sul do estado.

A FEARG / FECIS 2008 realizada no período de 26 de Junho a 13 de Julho, no Centro Municipal de Eventos, conta com mais de 350 expositores além de inúmeras atividades artístico-culturais.

Na última edição a FEARG / FECIS, com a ampliação de seu espaço físico, obteve significativo crescimento, novamente batendo recordes de público, expositores, vendas e negócios. Além de uma variada programação cultural.

Para essa edição muitas novidades foram preparadas e estão a disposição dos visitantes.

A nova dinâmica visa atender seu público principal: a família.

Esse ano, mais uma vez, as feiras terão maior número e nova visualização por setores e uma abordagem temática com foco nas diferentes etnias que contribuíram para a formação e crescimento da cidade e região.

É a FEARG / FECIS contemplando a história, as tradições, a etnografia dos povos que colonizaram a cidade mais antiga do Rio Grande do Sul.

INVERNO


No Brasil, a estação mais fria do ano começa no dia 21 de junho e vai até 21 de setembro. Como o país é muito grande, em algumas regiões quase não faz frio ou ele ocorre em épocas diferentes.

Na Região Sul, as temperaturas podem ficar abaixo de zero e até nevar.

Enquanto isso, no Norte e no Nordeste, parece verão, com calor e poucas chuvas. O inverno, que é a época mais chuvosa, acontece geralmente entre os meses de fevereiro e maio. Com a chuva o ar fica mais fresco e a temperatura cai um pouco.

Já na Região Centro-Oeste, apesar de ser inverno, o clima é quente e chove pouco.

Quem mora no Sudeste tem de se preparar para tudo nessa época: pode esfriar e chover, mas às vezes sai o sol e esquenta bastante.

FESTAS JUNINAS NO RIO GRANDE DO SUL












Festas Juninas
Antonio Augusto Fagundes
Curso de Tradicionalismo Gaúcho
Martins Livreiro Editor - 1995

No Rio Grande do Sul as festas de junho estão ligadas ao solstício de inverno e são quatro, os santos do mês: Santo Antonio (13), São João (24) e São Pedro e São Paulo (29).

São festas importantes no calendário gaúcho e sua alegria não tira a seriedade das comemorações. O que se deve impedir - e o tradicionalismo está vencendo esta batalha - é a aparição de festas caipiras, que de caipiras não tem nada e visam colocar em ridículo um tipo humano de cultura tão importante como o gaúcho, que já mereceu estudos sérios de homens como Mário de Andrade, Amadeu Amaral e Alceu Maynard Araújo.

E se dizer que houve um tempo em que sociedades importantes e escolas sérias realizavam até os famigerados "casamentos na roça" em nosso estado!

As verdadeiras festas juninas do Rio Grande do Sul são as seguintes:

SANTO ANTONIO - Comemora-se a 13 de junho e, em certos municípios - como Mostardas e Tavares - manifestam-se os Ternos, hoje com menor intensidade. Embora esses cantores ambulantes lembrem os clássicos Ternos de Reis, os versos que cantam deixam bem claro o santo que evocam.

O normal é fazer a festa de Santo Antonio no dia que lhe é consagrado no calendário gregoriano, acendendo a fogueira no entardecer do dia 13 e, a partir daí, realizando as costumeiras provas de amor, jogo de prendas e salto sobre as brasas. Ultimamente, porém, está se verificando a tendência de se comemorar o dia de Santo Antonio no Dia dos Namorados (12 de junho), de inspiração comercial.

SÃO JOÃO - É a festa junina mais popular do estado, com os gaúchos acendendo fogueiras em incontáveis municípios. Ocorre, porém, frequentemente um erro: as fogueiras são acesas na véspera de São João e não, como deveria ser, à tarde do dia 24 de junho.

A roupa adequada para essa ocasião é a gauchesca de festa. A comida é a galinha frita, assada ou com arroz, a batata-doce, o pinhão (preparado de várias maneiras), o amendoim, a pipoca, a cangica, os doces campeiros. Assar churraso, ainda mais nas brasas da fogueira, seria um desrespeito ao santo. Bebe-se cachaça, quentão, jacuba ou capilé.

Conta-se que na antiga Judéia as primas Isabel e Maria estavam grávidas e moravam em casas distantes. A primeira que ganhasse bebê deveria anunciar a boa nova à outra, acendendo uma fogueira na frente da própria casa. Santa Isabel ganhou o filho, São João Batista, primeiro e cumpriu o prometido e até hoje os gaúchos acendem fogueiras, anunciando a vinda do santo.

Tem-se, porém que "acordar" São João, por que à noite, é claro, ele dorme no céu. Por isso explodem foguetes e bombas. O secular costume de soltar balões está em desuso, no estado.

São João também tem seu terno, com versos próprios.

Em São Borja, no RS, realiza-se anualmente a festa de São Joãozinho Batista, quando,a baixo de cantos religiosos próprios, a imagem do santinho é retirada da casa da festeira e vai, em andor, até a Fonte de São João, distante várias quadras. À passagem da procissão o pátio das casas nas ruas percorridas vão se iluminando com a inflamação de fogueiras, enquanto a paizada vai soltando bombas e foguetes. Chegando à fonte, a imagem é passeada nos ombos de um devoto (sempre o mesmo) sem se molhar. Depois, todos voltam sem grandes formalidades à casa da festeira, onde se realiza um baile animado a gaita, violão e pandeiro, com comes e bebes. No outro dia, à tarde (aí sim, dia de São João), é realizada uma Mesa de Inocentes, farte e à vontade, para a gurizada do bairro.

Em muitos lugares, porém, como em São Borja e no interior de Sobradinho, ocorre o interessante fenômeno de "caminhar sobre as brasas", de pés descalços. É verdadeiramente impressionante.

Na festa de São João em várias cidades, quando realizada pelo padre, acontecem os tradicionais "leilões" (galinha, leitão), "pescaria", etc. Quando a festa é espontânea, ocorrem jogos de prenda, baile e provas de amor e saúde, algumas destas à meia-noite em ponto.

SÃO PEDRO - O santo guardião das chaves, porteiro do céu, é o padroeiro do Rio Grande do Sul. A Estância da Poesia Crioula, academia de letras do gauchismo, realiza todos os dias 29 de junho a festa máxima. Hoje quase não se acendem as fogueiras de São Pedro e raramente aparece o Terno deste santo.

AS FOGUEIRAS - As fogueiras juninas merecem uma consideração à parte. A de Santo Antonio é quadrada. A de São João, redonda. A de Sâo Pedro, triangular.

O festeiro escolhido para comandar os festejos de qualquer um dos santos de junho deve escolher um bom Capitão de Mastro e um bom Alferes de bandeira, os quais organizarão a fogueira, tratarão da implantação do mastro para a bandeira e mandarão confeccionar (onde ainda não existir) a própria bandeira. É adequado, também, fincar-se um pau-de-sebo no local da festa, para diversão do piazedo. A fogueira centraliza a festa. Mesmo depois de extinta, os namorados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de suas brasas.

Assim são - e assim tem que continuar comemoradas no Rio Grande do Sul as festas dos santos de junho, as festas juninas.